quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

(GRANDE) EDITORIAL – O medo dos alairzistas (dependentes ou "independentes")

Os independentes de Alair – transeuntes e blogueiros que amam Alair, não falam mal de Alair, detonam os adversários dele “mas são independentes” e apenas querem “o bem da cidade”, a cada minuto, inventam um novo ataque ao Deputado Janio Mendes. Inventam candidaturas que não existem para tirar Janio da Alerj; inventam fatos sobre Janio ser vice de quem está atrás dele nas pesquisas; renascem processos judiciais já encerrados há anos.

Interessante observar que os mesmos independentes que amam Alair esquecem que seu querido ex-Prefeito, ex-Vereador e ex-Deputado (embora mal tenha aparecido na Alerj) tem, por exemplo, três pareceres desfavoráveis do Tribunal de Contas referente às suas administrações anteriores no município: são os anos de 1997 (processo 250217-4/98), 1998 (processo 261139-7/99) e 2000 (processo 261815-0/01).

Além disso, entre 1989 e 2012, portanto, em um período de 23 anos, Alair Corrêa tem 32 citações processuais no Tribunal de Justiça. Claro que, em alguma delas o ex-Prefeito não é réu, e sim autor, mas esse número não passa de 7 ações. Assim, podemos dizer que Alair tem a seguinte média: um processo por ano como réu, desde 1989. Genial.

Só que os independentes não lembram disso. Atacam Janio Mendes a todo momento e a todo custo, enquanto divulgam patéticas pesquisas nas quais ele aparece em terceiro lugar. Sério? Mas qual perigo traz um candidato que figura apenas em terceiro lugar, já que o chefinho teria cativa quase metade das intenções eleitorais de Cabo Frio, de acordo com tais “fontes”?

Sem dúvida, o medo grassa no grupo de Alair, seja ele o grupo direto ou o grupo dos alairzistas que se travestem de“independentes”. O próprio Alair afirma a todo momento, em aparições públicas, que prefere polarizar com outro candidato - que se situa com bem menos intenções de votos do que Janio. O medo da polarização com o Deputado é evidente, enquanto, em postura completamente oposta, Janio afirma publicamente que quer enfrentar Alair nas urnas e dele vencer no voto, pedindo ao ex-Prefeito que “não fuja novamente do enfrentamento”, como fez em 2010, colocando Delma Jardim como candidata – que não alcançou nem metade dos votos de Janio na cidade.

Os fatos são claros, só não vê quem não quer. As estratégias surrupiadoras da verdade dos “indepentendes” fazem parte de um plano interno organizado para deter o avanço de Janio. Mas é claro que eles dirão que só batem no Deputado “por serem éticos, corretos, coerentes” e por quererem “o bem da cidade” e não o bem pessoal deles mesmos.
Claro. Você acredita? Ou já viu esse filme antes?

Boa tarde!

6 comentários:

Beth Michel disse...

Rafinha,
Como não dependente, nem "independente" e sim amiga (pessoal)e eleitora de Alair, sei que esse papo não é comigo, e se você botar reparo, só muito raramente menciono o Jânio, embora tenha falado sobre uma pérola que ouvi de um Janista no Café Bate Papo, e que sou capaz de apostar que não tem a aprovação do próprio Jânio - ele não é burro. E vou lhe dizer mais uma coisa. Os fulanos que fazem as babaquices mecionadas no seu editorial, tão pouco o fazem a mando ou com o condentimento de Alair. Surpreso? Acho que não... Os caras que fazem isso, fazem para "valorizar o próprio passe" para quem quer que os queira : Alair, Jânio, PC ou até o próprio Alfredo. Sacou? EU não tenho por que lhe mentir, então meu irmão, faça como eu ignore - cada vez que você cita os fulanos ( não Alair, desse pode falar à vontade) você está supervalorizando os ditos perante os demais candidatos. Até por que com Alair eles não se criam.
Um beijo grande,
Beth

Marcela Neves disse...

Felizmente não é necessário ser "alairista" para ter sérias restrições a Jânio. Cabo Frio tem caminhado na contra-mão e eleger teocratas como Jânio e Silas Bento só fará ainda mais mal à cidade. Não preciso explicar a um professor de História que quando política e religião ocupam o mesmo espaço, valores éticos e morais ficam de lado. Apesar de ter lido um "independente de convicções partidárias e religiosas" em algum lugar do blog, não vejo como apoiar Jânio com independência religiosa, já que o mesmo não separa política de religião. Vide seus votos: se a igreja católica tem uma posição sobre determinado assunto, ele vota a favor da opinião dela, parecendo esquecer que foi "eleito" para defender os interesses do povo e não os intere$$es católicos. Nos bancos da igreja se comenta que nunca viram Jânio fazer tantas leituras quanto agora. Claro que isso pode ser mera coincidencia ou eu ser um tanto limitada.
Entre os que até agora se aresentaram ao pleito municipal, Jânio e Alair disputam o primeiro lugar na escala dos candidatos em quem eu não votaria de jeito algum, por tudo que representam.
A única coisa pior que essa suposta polarização entre Jânio e Alair seria Jânio x Silas.
Pobre Cabo Frio! Outrora terra dos poetas, agora terra dos piores políticos.

P.s: Habilitar comentários com o login do Facebook é uma boa.

RAFAEL PEÇANHA disse...

Beth, suas opiniões são sempre bem vindas, favoráveis ou não ao nosso pensamento, e seus conselhos são sempre ouvidos com atenção. Um beijo!

RAFAEL PEÇANHA disse...

Marcela, discordo da sua opinião, mas a respeito, tanto é que está publicada aqui neste blog. Penso que a conexão direta entre religião e política, quando feita para angariar votos e mover uma massa de fiéis na direção de um candidato a partir de falsas promessas - inclusive espirituais - é criminoso. Mas o fato de haver uma identificação entre um candidato e uma denominação religiosa, e mais - o fato de um grupo religioso "fechar" o apoio a um candidato por entendê-lo melhor administrador de suas demandas, na minha opinião, não constitui problema político.

Um abraço e obrigado pela sua participação, este espaço está aberto aos "concordantes" e aos "discordantes"

Até a próxima.

Marcela Neves disse...

Rafael,
Creio não ter me expressado corretamente. Não há, de modo algum, problema em um político se identificar ou fazer parte de uma determinada religião. O problema é quando ele legisla em favor dessa opção religiosa. Opção esta que deveria ser tratada como algo pessoal, separado da vida política. O estado não é laico à toa.

Anônimo disse...

otimo comentario Rafael