O alvoroço gerado pela aprovação da Lei da Ficha Limpa na sociedade brasileira se reflete na região dos lagos, com o desespero de pré-candidatos em provar que estão com a ficha limpa, ao mesmo tempo em que se esforçam para provar que seus adversários não estão.
A ideia de que a lei aprovada limpa o quadro eleitoral de políticos com situação complicada se materializa, mas a insegurança jurídica, que abala a população talvez mais do que a corrupção – por mais herético e incoerente que isso possa parecer – se mantém e ainda aumenta.
A divulgação das primeiras listagens oficiais dos Tribunais Regionais com os nomes dos impugnados, como todos os anos, gerará recursos ao próprio Tribunal e ao TSE, provavelmente, arrastando a pendência até os dias finais das eleições. Como sabemos, nomes de candidatos poderão ir às urnas mesmo impugnados, caso haja liminar.
O que não dá para aceitar é grupos políticos que apoiam candidatos com fichas mais sujas do que pau de galinheiro, cantando de galo ao apontar condenações de adversários que sequer se enquadram na Lei da Ficha Limpa, enquanto, a partir de previsões em bolas de cristal, sobre sofás estilosos, proclamam seus “chefes” como seres que superarão toda adversidade jurídica para voltarem ao poder.
Bom dia!
A ideia de que a lei aprovada limpa o quadro eleitoral de políticos com situação complicada se materializa, mas a insegurança jurídica, que abala a população talvez mais do que a corrupção – por mais herético e incoerente que isso possa parecer – se mantém e ainda aumenta.
A divulgação das primeiras listagens oficiais dos Tribunais Regionais com os nomes dos impugnados, como todos os anos, gerará recursos ao próprio Tribunal e ao TSE, provavelmente, arrastando a pendência até os dias finais das eleições. Como sabemos, nomes de candidatos poderão ir às urnas mesmo impugnados, caso haja liminar.
O que não dá para aceitar é grupos políticos que apoiam candidatos com fichas mais sujas do que pau de galinheiro, cantando de galo ao apontar condenações de adversários que sequer se enquadram na Lei da Ficha Limpa, enquanto, a partir de previsões em bolas de cristal, sobre sofás estilosos, proclamam seus “chefes” como seres que superarão toda adversidade jurídica para voltarem ao poder.
Bom dia!
3 comentários:
Meu caro Rafael,
Fui avisado por um amigo que você havia feito alguns comentários sobre as minhas posições. Eu as li hoje, e gostaria apenas colocar que o fato de estar no PSDB e ter sido secretário do governo Andinho, apenas reflete um acordo político que estava feito desde antes da eleição. Assim como o PSDB apoiou Mirinho em Búzios, ou seja, as alianças eleitorais podem se refletir no governo. E no caso de Arraial se refletiu.
A minha ida para Brasília reflete não a posição do partido, mas a minha posição, e a minha firme convicção, de que o Aluízio representa o que há de melhor em termos políticos na região, e pode representar um bom futuro no cenário estadual.
E a minha posição pessoal é sim independente o partido neste caso. Até por isso acho que o Jânio pode ter a sua independência.
Com relação aos textos sobre marxismo, eu te diria que sou marxista, acredito no comunismo, estou absolutamente seguro da existência da mais valia como origem do problema social, acredito na luta de classes, e, infelizmente, a questão partidária brasileira deixou de ser ideológica porque o arcabouço legal inviabiliza a atividade partidária ideologicamente falando. Nete sentido acho importante ocupar espaços disponíveis.
Agora, com relação a questionr-me quanto a isso para, de certo modo, desqualificar minha opinião sobre o Jânio? Devo dizer-lhe que há uma diferença fndamental entre nós e que você não está valorizando. Amigo, ele é candidato a cargo eletivo, ele está pedindo voto para o povo. Eu não. Eu opino, comento. Apenas isso. Ele, por pedir voto, por se candidatar, precisa muito ser mais independente e ter um discurso mais sólido e consistente. É estelionato eleitoral construir seus discursos, ou suas ações, de acordo com suas suposições estratégicas.
Pense nesta diferença.
Um grande abraço
Marcelo
rafael, td blz meu camarada?
acredito que essa lei da ficha limpa, a médio e longo prazo, se mostrará uma grande incentivadora de compra de liminares e decisões judiciais. Entretanto, como formadores de opinião, não podemos perder a esperança de que medidas como essa possam realmente servir em favor do processo democrático. Vale a pena conferir a coluna do Dr. Marcelão no blog do Cartão Vermelho sobre a referida lei. Abraço.
Parabéns à resposta, em alto nível, do Marcelo Paes, e ao comportamento do Rafael em publicá-la. Assim há avanço no campo da opinião.
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