As torcidas cariocas reclamam de um "anti-flamenguismo", que na verdade, já se tornou "anti-carioquismo". Ou seja: quando um time carioca chega a uma importante decisão no futebol, os demais se reúnem para torcer contra, especialmente os arqui-rivais. Assim foi contra o flamengo no brasileirão de 2009, contra o fluminense na Libertadores e contra o Vasco no Mundial de 1998. O desejo de ver o futebol carioca bem representado e vitorioso passa longe.
Na política de Cabo Frio não é diferente: muitos torcem contra os representantes da cidade na política estadual e federal, por discordar de suas posturas políticas ou por fazerem parte de outro grupo político. Preferem ter um representante cabofriense a menos nas Casas Legislativas, deixando a cidade para segundo plano. "Nosso povo que se dane - eu quero é ver meu adversário na pior", devem pensar, enquanto alimenta sua falta de informação.
Uma pena, mas também uma dádiva - isso mostra o sentimento desse grupo político que domina o poder da cidade há anos e que ainda quer perdurar, cheio de desejo de vingança, ódio, rancor e inimizade, discursando a favor do povo e apunhalando-o pelas costas, ao pensar apenas em si mesmo.
Cabo Frio é maior. Maior que as diferenças "grupais" e posições políticas. Como não tem time para torcer, ou melhor, como seu "time" já decepcionou, envelheceu e foi derrotado, querem torcer contra o time dos outros. Acontece que o "time dos outros" representa o povo de Cabo Frio. Mas eles não estão muito preocupados com isso...
Bom dia!
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