sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

EDITORIAL – Falta de preparo


A falta de preparo das cidades fluminenses manifesta-se evidente neste mês de janeiro, seja por causa das chuvas, seja por causa do turismo.

Excluído o fato de que as tragédias naturais são imprevisíveis, o fato é que nossos municípios não gerem bem ou não buscam verbas para criar estruturas de salvamento, proteção e reconstrução contra tais fenômenos.

Em nossas cidades, de igual maneira, vemos falta de estrutura viária, hoteleira e receptiva crônicas para uma região cuja vocação maior é o turismo. A saída tosca, defendida internamente pelos gestores, é divulgar menos a cidade para conter o inchaço. Ridículo.

Projetar a longo prazo e com antecedência é herança que os prefeitos fluminenses ainda não tomaram de seus semelhantes europeus e asiáticos. Será que chegaremos lá?

Bom dia!


1 comentários:

Fábio disse...

Vários problemas históricos, administrativos, políticos e de gestão pública estão listados nesse texto tão pequeno, tão condensados: a herança dos graves problemas sociais de moradia e condições de vida adequadas para a população é um problema da agenda sistêmica do Estado, que passa pela agenda de governo e vai desembocar na agenda de decisão. Na verdade os problemas sociais de saúde, educação, moradia, saneamento básico emprego e renda são antigos e são também os que geram os demais problemas das tragédias naturais: ocupações ilegais com omissão de governos... gestão ruim: máquina administrativa inchada, funcionários sem capacitação e desvios de recursos... inoperância na busca de recursos: definitivamente é impossível se matar a galinha dos ovos de ouro da politica eleitoral, se se acabar com o problema crônico de uma comunidade o que prometeremos depois na eleição... Falta política pública: falta os governos abrirem à discussão com a sociedade, os planos e programas que pretendem criar para: gerir os Problemas da agenda sistêmica: problemas esses que o governo só pode resolver com a participação da sociedade... que vai gerar uma agenda de governo: construída por políticos visando a solução pelas suas gestões se leitas forem!... que desemboca numa agenda de decisão: o prefeito ou o governador ou o presidente tem que tratar dos assuntos urgentes de sua agenda de emergências... combater a meningite ou salvar famílias de uma enchente em seu município? Nesse ciclo, os problemas sociais que não são resolvidos muitas vezes porque não interessa é também a causa de um governo, seja municipal, estadual ou federal, que vive sem programas e planos com continuidade nos novos governos eleitos, sem ouvir a sociedade, sem saber alocar verbas em ações planejadas e sem gerar desenvolvimento social e econômico, mas passam pelo poder a levar o setor público ao distanciamento das demandas e necessidades daqueles que são os donos dos governos: a sociedade como um todo. Esse texto é muito denso e muito verdadeiro e ainda vale ressaltar que só trata de alguns aspectos dos problemas que se vive no dia a dia. Parabéns pela síntese Rafael. Abços.