
Michael Jackson não morreu, e disso todo mundo sabe. Pessoas muito famosas, estranhas, que demoram muito a morrer ou que morrem de forma estranha, na verdade, não morreram. Todas elas estão a habitar a desconhecida ilha de Airtalodi, próxima aos mares de Arraial do Cabo.
Um dos caras que habitam Airtalodi é o Ulysses Guimarães. Político bem visto por uns mas despertador de várias desconfianças no meio parlamentar, Ulysses resolveu refugiar-se em Airtalodi para fingir sua morte e virar unanimidade nacional. Conseguiu, porque todo político brasileiro que morre fica legal, gente fina, e às vezes até herói. Prova disso é que até o Antônio Carlos Magalhães virou boa gente, simpaticão.
A idéia do Ulysses era voltar ao Brasil carregado pelo povo, inventando que havia escapado da morte com golpes de jiu-jitsu aplicados nos tubarões que cercavam seu helicóptero abatido ao mar. O problema é que Airtalodi é boa demais para querermos sair dela, e o coroa ficou por lá mesmo, deitado na rede por todo o dia, recebendo doses generosas de água de côco servidas pela cantora Maysa, uma das primeira a chegar lá.
Uma das últimas a pintar ali, antes do Michael, foi a Dercy Gonçalves. A jogada de construir o próprio mausoléu foi estratégica, afinal, todos da cidade de Santa Maria Madalena sabem que, na verdade, a tumba dá num corredor subterrâneo que vai direto na casa da atriz, que pôde tranquilamente vestir a fantasia de motorista já preparada para a ocasião e ir de carro até Rio das Ostras, onde tomou um navio que a levou até Airtalodi, onde descansa tranquilamente, tendo parado de falar palavrões, já que se converteu para a Igreja na qual o Pastor é o Clodovil, outro habitante tranquilo de Airtalodi.
Michael resolveu ir para lá, e o seu médico foi quem armou toda a sua viagem para Airtalodi, por isso está foragido. Ao depor, depois de ter tempo de inventar sua versão, vai dar qualquer declaração sobre a causa mortis, ou assumir o assassinato, pois é um código de Airtalodi: uma só pessoa pode ajudar um famoso a ir para lá, mas deve cumprir a promessa de jamais revelar a existência do local, inclusive devendo comprometer a própria liberdade ou a própria vida para isso.
O papo que rola pelos bares de Airtalodi, principalmente no do Costinha e no do Raul Seixas é que a próxima que já marcou viagem é a Hebe Camargo. Mas ela ainda precisa terminar alguns contratos firmados. Há dois políticos de cabo Frio que também já sondaram os Prefeitos (Airtalodi é administrada por um comitê de 12 Prefeitos, entre eles o Getúlio Vargas) da Ilha, mas ainda não confirmaram a residência lá.
Portanto, vamos todos ficar tranqüilos, o Michael Jackson não morreu e ainda está mais perto de nós, logo ali em Airtalodi. E quem pagou a passagem para ele, assim como para todos os outros, fomos nós.
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Um dos caras que habitam Airtalodi é o Ulysses Guimarães. Político bem visto por uns mas despertador de várias desconfianças no meio parlamentar, Ulysses resolveu refugiar-se em Airtalodi para fingir sua morte e virar unanimidade nacional. Conseguiu, porque todo político brasileiro que morre fica legal, gente fina, e às vezes até herói. Prova disso é que até o Antônio Carlos Magalhães virou boa gente, simpaticão.
A idéia do Ulysses era voltar ao Brasil carregado pelo povo, inventando que havia escapado da morte com golpes de jiu-jitsu aplicados nos tubarões que cercavam seu helicóptero abatido ao mar. O problema é que Airtalodi é boa demais para querermos sair dela, e o coroa ficou por lá mesmo, deitado na rede por todo o dia, recebendo doses generosas de água de côco servidas pela cantora Maysa, uma das primeira a chegar lá.
Uma das últimas a pintar ali, antes do Michael, foi a Dercy Gonçalves. A jogada de construir o próprio mausoléu foi estratégica, afinal, todos da cidade de Santa Maria Madalena sabem que, na verdade, a tumba dá num corredor subterrâneo que vai direto na casa da atriz, que pôde tranquilamente vestir a fantasia de motorista já preparada para a ocasião e ir de carro até Rio das Ostras, onde tomou um navio que a levou até Airtalodi, onde descansa tranquilamente, tendo parado de falar palavrões, já que se converteu para a Igreja na qual o Pastor é o Clodovil, outro habitante tranquilo de Airtalodi.
Michael resolveu ir para lá, e o seu médico foi quem armou toda a sua viagem para Airtalodi, por isso está foragido. Ao depor, depois de ter tempo de inventar sua versão, vai dar qualquer declaração sobre a causa mortis, ou assumir o assassinato, pois é um código de Airtalodi: uma só pessoa pode ajudar um famoso a ir para lá, mas deve cumprir a promessa de jamais revelar a existência do local, inclusive devendo comprometer a própria liberdade ou a própria vida para isso.
O papo que rola pelos bares de Airtalodi, principalmente no do Costinha e no do Raul Seixas é que a próxima que já marcou viagem é a Hebe Camargo. Mas ela ainda precisa terminar alguns contratos firmados. Há dois políticos de cabo Frio que também já sondaram os Prefeitos (Airtalodi é administrada por um comitê de 12 Prefeitos, entre eles o Getúlio Vargas) da Ilha, mas ainda não confirmaram a residência lá.
Portanto, vamos todos ficar tranqüilos, o Michael Jackson não morreu e ainda está mais perto de nós, logo ali em Airtalodi. E quem pagou a passagem para ele, assim como para todos os outros, fomos nós.
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3 comentários:
Outro que vai para a tal Ilha de Airtalodi é um tal de Jose Sarney.. ( mais conhecido como Marimbondo de Fogo ..de palha claro) mas ele só poderá se dirigir a mencionado reduto de celebridades o dia que assinarem um tal de “ Ato Secreto”..que de secreto não tem nada..mas como o lugar é Secreto cabe a Casa em questão manter a forma...então não perdemos nada por esperar...não sei ..eu acho..será?
Muito bom o texto.
Vou indicar seu Blog no site www.michaeljacksonnaomorreu.com.br
Tem muitos políticos que devem ir para essa ilha, sem direito a volta.
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